terça-feira, 30 de setembro de 2014

Novidades

Olá , logo você poderá conferir também além dessa nova edição do Livo, as Edições anteriores desde a primeira Edição, um trabalho resgatando a História e belos cânticos que passaram por aqui !!!!!!

Manutenção e mudanças

Olá a aba acima ( caminhando e cantando nova Edição ) entrará em edição, melhorando o acesso , trazendo de uma forma mais simples os downloads !!!!!!!!!!!!

sábado, 19 de julho de 2014




Princípios da música e do canto litúrgico

Introdução
 A música litúrgica tem características próprias. Tem diferença da música de mensagem ou da música aplicável a outros momentos celebrativos? Sim, a música litúrgica é diferente.

Para entendê-la melhor você pode consultar  “Estudos da CNBB”, nº 79, (1998): A música litúrgica no Brasil.” 
Aqui vamos destacar alguns princípios teológicos, litúrgicos, pastorais e estéticos que constam no texto Canto e música na liturgia pós-concílio Vaticano IIproduzido pelo setor “Música Litúrgica” da CNB. O artigo completo está no site da CNBB. www.cnbb.org.br. Aqui apresentamos apenas um resumo.
 Aqui trataremos de música litúrgica e canto litúrgico. Pode haver nas celebrações apenas música e não canto. Falando da música, estaremos abrangendo também o canto.   O texto produzido pela equipe da CNBB e sobre o qual queremos refletir fala sobre os dois.
             Vejamos alguns princípios teológicos do canto litúrgico:
1. Princípios teológicos do canto litúrgico
 1 – Inspiração Bíblica - Não se pode dissociar vida, música, celebração, bíblia. Pode-se? Não. É na intuição do Mistério de Cristo no cotidiano das pessoas e grupos humanos, que o autor e compositor litúrgico encontra sua fonte primeira de inspiração. O Mistério de Cristo precisa ser vivido e descoberto no dia a dia.
 2- Revela, segundo a cultura, a Encarnação -  A Música Litúrgica reflete o Mistério da Encarnação do Verbo. Ela brota da vida da comunidade de fé. Em que sentido?  Ela tem as características culturais da música de cada povo ou região. A cultura influencia na preferência dos gêneros musicais.
 3 – Louvar com gêneros musicais diferentes de cada povo –  Então se pode cantar qualquer canto na missa desde que seja oração? Não. A diversidade de preferências precisa estar de acordo com o mistério celebrado e o modo como deve ser celebrado Deve-se buscar na cultura os gêneros musicais que melhor se encaixem na variedade dos tempos litúrgicos, das festas e dos vários momentos ou elementos rituais de cada celebração.
4 – Memorial – A Música Litúrgica é canto, são palavras, melodias, ritmos, harmonias, gestos, dança…  que recordam  fatos salvíficos. As melhores composições  são aquelas produzidas com forte inspiração bíblica. A música litúrgica é memorial.
 5 – Penetra o mistério  – A Música Litúrgica leva a comunidade celebrante a penetrar no Mistério de Cristo. Que significa penetrar o mistério de Cristo?  Penetrar o mistério significa aprofundar-se no conhecimento dele. A música litúrgica deve levar a isto. Deve ajudar a pessoa a se aprofundar e a experimentar qual seja a largura, o comprimento, a altura, a profundidade… do  amor de Cristo, que ultrapassa todo conhecimento (Ef 3,18-19).  No entanto, sua plenitude é incompreensível ao conhecimento humano. É um mistério que, mais do que ser compreensível, plenifica o coração.
 6 – Conforta – A Música Litúrgica brota da ação do Espírito Santo, que suscita na assembléia celebrante o fervor e a alegria. Não de certa tristeza, por vezes? Provoca também em quem canta uma atitude de esperança, apesar de todo tipo de opressão, exclusão e morte.  A Música Litúrgica expressa a esperança de um novo céu e uma nova terra (Ap 21,1; cf. Is 65,17).
             Vejamos agora alguns princípios sobre os aspectos litúrgicos e pastorais do canto litúrgico:
 2 – Princípios litúrgico-pastorais do canto litúrgico
 1- É oração com a Trindade  – A Música Litúrgica traz consigo o selo da participação comunitária em comunhão com a Trindade. Quem reza na Assembléia: Jesus ou a assembléia? A assembléia celebrante louva e agradece, suplica e oferece através do Sumo Sacerdote, Jesus Cristo.
 2- Grandes feitos – Com palavras, música e dança a assembléia celebrante proclama os grandes feitos daquele que nos chama das trevas a sua luz maravilhosa (1 Pd 2,9). É feita pelo presidente da assembléia? Esta proclamação é feita pela assembléia e por aqueles que exercem diferentes ministérios nas celebrações. Todos, conforme o momento litúrgico e o modo previsto pela igreja.
 3- Diversidade ministerial  –  Quantas pessoas exercem funções diferentes numa celebração eucarística, por exemplo?  Normalmente, são várias. Os cantores exercem uma dessas funções, junto com a Assembléia. A Música Litúrgica manifesta o caráter ministerial da Igreja. No corpo de Cristo, a Igreja, há funções diferentes, exercidas de forma orgânica e sem perder de vistas a unidade convergente. Já percebeu como na harmonia do desenvolvimento da celebração, nem todos, a todo momento, fazem tudo? Exatamente. Todavia, todos comungam a mesma fé, vibram na mesma alegria, cantam em uníssono ou de modo polifônico, se balançam no mesmo ritmo, celebram em harmonia.  Todos estão  em torno da mesma Palavra.
 4- Requer sensibilidade do animador do canto – Cabe ao animador do canto litúrgico, a  sensibilidade e a sensatez,  na escolha dos cantos, assim como no aprendizado e na utilização do repertório mais conveniente.  É sempre observada esta sensibilidade? Nem sempre, mas ela é necessária. Na escolha e formação do canto litúrgico deve-se levar em conta os ambientes sociais e culturais, as vivências e contingências do cotidiano, as possibilidades e limitações de cada assembléia. O animador do canto precisa ter a sensibilidade de perceber quando e como fazer. No culto público da comunidade cristã os corações devem estar em sintonia.
5- Reflete a comunhão de sentimentos – A Música Litúrgica é momento de solidariedade na assembléia celebrante. A solidariedade diz respeito apenas à assembléia? Não. Diz respeito a esta assembléia e à Igreja. Reflete as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo e das demais as pessoas.  Portanto, a música litúrgica é solidária.
             Vejamos alguns princípios que contribuem para a beleza do canto litúrgico.
 3 – Princípios estéticos do canto litúrgico
             A música litúrgica relaciona-se com o belo, com a harmonia, com a estética que devem auxiliar na contemplação do mistério divino.
            Vejamos alguns princípios estéticos que devem estar presentes no canto litúrgico.
 1-Utiliza elementos simbólicos – O canto litúrgico, em todos os seus elementos, palavra, melodia, ritmo, harmonia… participa da natureza simbólica e sacramental da celebração do mistério pascal de Cristo. Em que momento do ano ele é celebrado? É celebrado o ano inteiro, de acordo com o tempo do ano litúrgico e suas festas. Através de gestos e sinais, os participantes da liturgia o revivem e externam o que está no coração.
 2- Privilegia linguagem poética – A Música Litúrgica privilegia a linguagem poética. Por qual motivo? Porque é a que mais se ajusta  ao caráter simbólico da Liturgia. Não se deveria privilegiar textos explicativos? Na música deve haver um toque de poesia, de linguagem do coração. Evitem-se priorizar  textos de cunho explicativo ou didático, textos doutrinários, catequéticos, moralizantes ou ideologizantes, estranhos à experiência propriamente celebrativa. Música e texto formam o canto litúrgico.
 3- Prioriza texto –  A Música Litúrgica dá relevância ao texto, à letra, colocando tudo mais a serviço da plena expressão da palavra, de acordo com os momentos e elementos de cada rito. Há algum problema se a música é bonita mas o texto não muito adequado para certo momento litúrgico? Deve-se celebrar de modo adequado. Há textos apropriados para a abertura, para a aclamação ao Evangelho, para a Comunhão, enfim, para cada momento da celebração. Da mesma forma há textos adequados para o Advento, para a Quaresma, para o tempo Pascal e para os demais. A finalidade do texto e da música é, portanto, realçar a Palavra, emprestando-lhe sua força de expressão e motivação.
 4- Deve existir harmonia entre palavra e música – A Música Litúrgica deve realizar perfeita combinação entre o texto e a música. Em que consiste na prática esta simbiose? Consiste, entre tantos outros aspectos, que o texto seja composto de tal maneira que, no mínimo, a métrica e a cadência dos versos, bem como os acentos das palavras sejam convenientemente levados em conta pela música, evitando-se descompassos, desencontros e dissonâncias entre o embalo da música e a cadência dos versos ou os acentos de cada palavra. Letra e música devem estar em harmonia.                       
 5- Não depende de arranjos rebuscados –  A Música Litúrgica prescinde de tensões harmônicas exageradas. É dispensável o preciosismo de acordes no acompanhamento das músicas litúrgicas. Já observou como é o cato gregoriano? Pois é. O canto gregoriano e a grandiosidade da polifonia sacra continuam sendo referenciais inspiradores para quem se dedica a fazer litúrgico-musical. Favorecem a celebração. Autores, animadores e intérpretes da música litúrgica devem favorecer a celebração do mistério de Cristo.
 6- Fidelidade à inspiração do autor – A Música Litúrgica, ao ser executada, embora se destine a ser expressão autêntica de tal ou qual assembléia, deve manter-se fiel à concepção original do autor. Essa originalidade está expressa na partitura. Não se levando em consideração o contexto em que foi concebida, corre-se o risco de se perder as riquezas originais da sua inspiração e, conseqüentemente, empobrecer-lhe a qualidade estética e densidade espiritual. Sem contar aqui certos improvisos ou invenções de intérpretes que nem sempre contribuem para a concentração da assembléia no mistério celebrado.
 7- Beneficia-se com formação litúrgica – A música litúrgica tem princípios. Precisa ser entendida, aprendida e ensinada. Entretanto, como aprender se ninguém ensina ou não se busca? É verdade. Depende tanto do interesse pessoal e como dos responsáveis. Os responsáveis por  este múnus não devem se omitir. “Quem é o administrador fiel e atento, que o Senhor encarregará de dar à criadagem a ração de trigo na hora certa? Feliz aquele servo que o Senhor, ao chegar, encontrar agindo assim!” (Lc 12,42-43). Não se pode descuidar da formação litúrgico-musical da assembléia.
 Conclusão
         O que fica da reflexão sobre os princípios que devem ser observados no canto litúrgico? Deve não ser esquecido que ele tem sua beleza teológica e estética. Com ele reza a assembléia celebrante que é nação santa, povo que o Senhor conquistou.
        Por que este princípios são importantes? Porque o canto litúrgico tem função relevante na celebração. Guiando-se por estes princípios a liturgia se torna momento de  bênção e de graça, de palavra e de silêncio, de música e celebração dos filhos em torno do Pai, com o Filho, sob a moção do Espírito Santo, celebrando o mistério pascal de Cristo.
        Podemos dizer que o canto litúrgico contribui para o tom da celebração? Sim, o canto litúrgico deve contribuir para o tom da celebração e da liturgia. Não deve desafinar.


sábado, 21 de junho de 2014

O Canto na Igreja
                                                                                                
                                    Escrito por: Fábio Henrique Pavanelli

Na igreja, a função do grupo de canto é simples, fazer com que a assembleia cante e reze através do canto. Importante observar isso, durante as missas e celebrações da Palavra, caso a assembleia não estiver cantando alguma coisa esta errada, talvez o som muito alto, instrumentos ou cantores desafinados, talvez a falta de oração da equipe de canto.
Importante a escolha certa dos cantos, cada um em seu determinado tempo litúrgico e momento certo durante a missa, veja abaixo a sequência deles em uma missa.

Entrada
Ato penitencial
Glória
Acolhida da palavra
Salmo
Aclamação ao Evangelho
Ofertas
Santo
Paz
Cordeiro
Comunhão
Envio

Dependem as ocasiões alguns mudam e outros são  acrescentados como aspersão, cantos de adoração ao santíssimo, sequências após segunda leitura... 
Importante também saber algumas regras básicas para escolher os cantos certos, veja como é fácil :

1-    Tempo litúrgico
2-    Ler primeiro o Evangelho do dia
3-    Saber o salmo do dia
4-    Escolher de acordo com a sequência acima
5-    Respeitar cada momento da missa.

O canto de entrada deve ser terminado assim que o celebrante e as pessoas se posicionem em seus devidos lugares, alguns cantos também não precisa anunciar o número do livro assim ajudando no momento da oração, cantos que não precisa ser anunciados : salmo, sequências, santo, paz e cordeiro.
 Por exemplo, cada momento da missa reflete algo muito importante, o ofertório nos faz refletir em o que temos para ofertar? Nossa vida? Nossos dons? Tem no livro muitos cantos nesse sentido, na comunhão, um momento intimo com Deus, nos pede a suavidade, espiritualidade, intimidade com Deus.
Importante também lembrar o uso correto do microfone, uma dica é cantar com distância de um dedo do microfone e não gritar pois a função dele é justamente ampliar nossa voz. Isso também vale para quem for ler. Vozes e instrumentos devem caminhar juntos em sintonia, instrumentos um pouco mais baixo que as vozes para fazer somente um acompanhamento. Cantar em grupo é diferente de cantar sozinho, porque estamos cantando em equipe, um ajudando o outro, claro que há momentos em que se deve somente um cantar no caso por exemplo de um salmo, nos outros cantos vai do bom senso de cada um, bom senso é uma coisa importante para cantar bem na igreja e ter uma ótima sintonia.
Então para que saber tudo isso? Seria muita exigência ? não teríamos de buscar a simplicidade?
Isso faz com que nos perguntemos, mas a pergunta maior seria: Deveria eu dar o meu melhor a Deus ? ou ficar na mesmice ?
Nunca é demais, somos seres em eterna construção, na qual todo dia é tempo de aprender e ensinar. E no exemplo da seguinte oração para sermos bons fiéis, poderíamos sempre estar rezando e vivendo a seguinte oração:
Oração de São Francisco

Senhor fazei-me instrumento de Vossa paz
Onde houver ódio
Que eu leve o amor
Onde houver ofensas
Que eu leve o perdão
Onde houver discórdia
Que eu leve a união
Onde houver dúvidas
Que eu leve a fé
Onde houver erro
Que eu leve a verdade
Onde houver desespero
Que eu leve a esperança
Onde houver tristeza
Que eu leve alegria
Onde houver trevas
Que eu leve a luz
Oh Mestre, fazei que eu procure mais
Consolar que ser consolado
Compreender que ser compreendido
Amar que ser amado
Pois é dando que se recebe
É perdoando que se é perdoado
E é morrendo que se vive para vida eterna. Amém
Vivamos então na graça de louvar a Deus através da música, um presente lindo que ele nos deu !!!!!!









sábado, 10 de maio de 2014

"Feliz dia das Mães"

Introdução

No Brasil, o Dia das mães é comemorado sempre no segundo domingo de maio (de acordo com decreto assinado em 1932 pelo presidente Getúlio Vargas). É uma data especial, pois as mães recebem presentes e lembranças de seus filhos. Já se tornou uma tradição esta data comemorativa. Vamos entender um pouco mais sobre a história do Dia das Mães.


História do Dia das Mães

Encontramos na Grécia Antiga os primeiros indícios de comemoração desta data. Os gregos prestavam homenagens a deusa Reia, mãe comum de todos os seres. Neste dia, os  gregos faziam ofertas, oferecendo presentes, além de prestarem  homenagens à deusa.
Os romanos, que também eram politeístas e seguiam uma religião muita parecida com a grega, faziam este tipo de celebração. Em Roma, durava cerca de 3 dias ( entre 15 a 18 de março). Também eram realizadas festas em homenagem a Cibele,  mãe dos deuses.
Porém, a comemoração tomou um caráter cristão somente nos primórdios do cristianismo. Era uma celebração realizada  em homenagem a Virgem Maria, a mãe de Jesus.
Mas uma comemoração mais semelhante a dos dias atuais podemos encontrar na Inglaterra do século XVII. Era o “Domingo das Mães”.  Durante as missas, os filhos entregavam presentes para suas mães. Aqueles filhos que trabalhavam longe de casa, ganhavam o dia para poderem visitar suas mães. Portanto, era um dia destinado a visitar as mães e dar presentes, muito parecido com que fazemos atualmente.

Santa Maria, Rogai por todas as Mães do mundo !!!


            






sexta-feira, 9 de maio de 2014

Oração a Santa Cecília


Oração a Santa Cecília

Ó Gloriosa Santa Cecília, 
apóstola de caridade, 
espelho de pureza e modelo de esposa cristã! 
Por aquela fé esclarecida, 
com que afrontastes 
os enganosos deleites do mundo pagão, 
alcançai-nos o amoroso conhecimento 
das verdades cristãs, 
para que conformemos a nossa vida 
com a santa lei de Deus e da sua Igreja. 
Revesti-nos de inviolável confiança 
na misericórdia de Deus, 
pelos merecimentos infinitos 
de Nosso Senhor Jesus Cristo. 
Dilatai o nosso coração, para que, 
abrasados do amor de Deus, 
não nos desviemos jamais 
da salvação eterna. 
Gloriosa Padroeira nossa, 
que os vossos exemplos de fé e de virtude 
sejam para todos nós um brado de alerta, 
para que estejamos sempre atentos à vontade de Deus, 
na prosperidade como nas provações, 
no caminho do céu e da salvação eterna. 
Assim seja.


Santa Cecília, Rogai por nós !!!

A Padroeira dos Músicos


Santa Cecília é uma santa cristã, padroeira dos músicos e da música sacra, pois quando ela estava morrendo ela cantou a Deus. Não se tem muitas informações sobre a sua vida. É provável que tenha sido martirizada entre 176 e 180, sob o império de Marco Aurélio. Escavações arqueológicas não deixam dúvidas sobre sua existência, mas sua história só foi registrada no século V, na narrativa Paixão de Santa Cecília. Santa Cecília é a santa da Igreja Católica que mais tem basílicas em Roma (nenhuma outra santa conseguiu tal feito) e é uma das santas mais veneradas da Idade Média, além de ser a primeira santa encontrada com corpo incorrupto, no ano de 1599, mesmo depois de tantos séculos. Uma estátua de seu corpo que não se decompôs com a força do tempo foi feito por Stefano Maderno (1566-1636).

Sua História 

Segundo este relato, Cecília seria da "nobre família romana dos Metelos, filha de senador romano e cristã desde a infância". Ela foi dada em casamento, contra a vontade, a um jovem chamado Valeriano. Se bem que tivesse alegado os motivos que a levavam a não aceitar este contrato, a vontade dos pais se impôs de maneira a tornar-lhe inútil qualquer resistência. Assim se marcaria o dia do casamento e tudo estava preparado para a grande cerimônia. Da alegria geral que estampava nos rostos de todos, só Cecília fazia exceção. A túnica dourada e alvejante peplo que vestia não deixavam adivinhar que por baixo existia o cilício, e no coração lhe reinasse a tristeza.
Estando só com o noivo, disse-lhe Cecília com toda a amabilidade e não menos firmeza: “Valeriano, acho-me sob a proteção direta de um Anjo que me defende e guarda minha virgindade. Não queiras, portanto, fazer coisa alguma contra mim, o que provocaria a ira de Deus contra ti”. A estas palavras, incompreensíveis para um pagão, Cecília fez seguir a declaração de ser cristã e obrigada por um voto que tinha feito a Deus de guardar a pureza virginal.
Disse-lhe mais: que a fidelidade ao voto trazia a bênção, a violação, porém, o castigo de Deus. Valeriano, ficou "vivamente impressionado" com as declarações da noiva, respeitou-lhe a virgindade, converteu-se e recebeu o batismo naquela mesma noite. Valeriano relatou ao irmão Tibúrcio o que tinha se passado e conseguiu que também ele se tornasse cristão.
Turcius Almachius, prefeito de Roma, "teve conhecimento da conversão do dois irmãos. Citou-os perante o tribunal e exigiu peremptoriamente que abandonassem, sob pena de morte, a religião que tinham abraçado. Diante da recusa formal, foram condenados à morte e decapitados". Também Cecília, "teve de comparecer na presença do juiz. Antes de mais nada, foi intimada a revelar onde se achavam escondidos os tesouros dos dois sentenciados. Cecília respondeu-lhe que os tinha bem guardados, sem deixar perceber ao tirano que já tinham achado o destino nas mãos dos pobres. Almachius, mais tarde, cientificado deste fato, enfureceu-se e ordenou que Cecília fosse levada ao templo e obrigada a render homenagens aos deuses. De fato foi conduzida ao lugar determinado, mas com tanta convicção falou aos soldados da beleza da religião de Cristo que estes se declararam a seu favor, e prometeram abandonar o culto dos deuses."
Almachius, "vendo novamente frustrado seu estratagema, deu ordem para que Cecília fosse trancada na instalação balneária do seu próprio palacete e asfixiada pelos vapores d’água. Cecília teria sido então protegida milagrosamente, e embora a temperatura tivesse sido elevada a ponto de tornar-se intolerável, ela nada sofreu". Segundo outros mitos, a Santa "foi metida em um banho de água fervente do qual teria saído ilesa".
Almachius recorreu então à pena capital." Três golpes vibrou o algoz sem conseguir separar a cabeça do tronco. Cecília, mortalmente ferida, caiu por terra e ficou três dias nesta posição. Aos cristãos que a vinham visitar dava bons e caridosos conselhos. Ao Papa entregara todos os bens, com o pedido de distribuí-los entre os pobres. Outro pedido fora o de transformar a sua casa em igreja, o que se fez logo depois de sua morte". Foi enterrada na Catacumba de São Calisto.
As diversas invasões dos godos e lombardos fizeram com que os Papas resolvessem a transladação de muitas relíquias de santos para igrejas de Roma. O corpo de Santa Cecília ficou muito tempo escondido, sem que lhe soubessem o jazigo.
Uma aparição da Santa ao Papa Pascoal I (817-824) trouxe luz sobre este ponto. Achou-se o caixão de cipreste que guardava as relíquias. O corpo, foi "encontrado intacto e na mesma posição em que tinha sido enterrado". O esquife foi "achado em um ataúde de mármore e depositado no altar de Santa Cecília". Ao lado da Santa acharam seu repouso os corpos de Valeriano, Tibúrcio e Máximo.
Em 1599, por ordem do Cardeal Sfondrati, foi aberto o túmulo de Santa Cecília e o corpo encontrado ainda na mesma posição descrita pelo papa Pascoal. O escultor Stefano Maderno que assim o viu, reproduziu em finíssimo mármore, em tamanho natural, a sua imagem.
A Igreja ocidental, como a oriental, têm grande veneração pela Mártir, cujo nome figura no cânon da Missa. O ofício de sua festa traz como antífona um tópico das atas do martírio de Santa Cecília, as quais afirmam que a Santa, nos festejos do casamento, ouvindo o som dos instrumentos musicais, teria elevado o coração a Deus nestas piedosas aspirações: “Senhor, guardai sem mancha meu corpo e minha alma, para que não seja confundida”. Desde o século XV, Santa Cecília é considerada padroeira da música sacra. Sua festa é celebrada no dia 22 de Novembro, dia da Música e dos Músicos.
Compositores eruditos importantes como Henry Purcell, Georg Friedrich Händel e Benjamin Britten escreveram composições em sua honra, apareceu em poesias de John Dryden,Alexander Pope e W. H. Auden, e músicos populares também fizeram referência a ela, como Paul Simon, David Byrne e Brian Eno.


quarta-feira, 23 de abril de 2014

O Começo !!!!!!!!!!!

Olá, é com muito orgulho que através desse blog, venho compartilhar a riqueza de nossa liturgia através dos cantos que cantamos durante as missas, por isso esse blog foi criado pensando na dificuldade de encontrar tanto o áudio como a cifra ou partitura dos cantos do livro de nossa Diocese ( Caminhando e Cantando ).
Espero que através desse blog possa ajudar a todos vocês amigos de ministério de música, todos vocês que dedicam o lindo Dom de cantar e tocar. Que a partir de hoje a gente possa usar a tecnologia à nosso favor, fazendo bom uso dela, nesse caso compartilhando o pouco que temos com o muito que temos pra dar, aperfeiçoando nosso dom em aprender novos cantos e relembrando antigos !!!!!!!!

É isso ai, estamos juntos nessa !!!!!!!!!! fiquem ligados porque o blog está sempre em mudança, com novas postagens de músicas !!!!!

Esse é um começo  !!!!!!!!    Santa Cecilia, rogai-por nós !!!